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Testemunhos

O que dizem os nossos alunos

Íris Major

Formei-me em Gestão nesta Instituição que hoje considero também a minha segunda casa . O Instituto Piaget ajudou-me a crescer em muitos sentidos. Aqui aprendi, desenvolvi conhecimentos e fiz amigos para a vida .

Nuno Afonso​

Nuno Afonso
Eu vejo no Instituto Piaget a possibilidade de autodescoberta, de autoconhecimento, de ganho de perspetivas de futuro, de percebermos que estamos no Instituto que é não de números, mas de pessoas. Por isso torna-nos mais fortes e mais preparados para aquilo que é o mercado de trabalho.

Sofia Coelho

Sofia Coelho
Foi no Instituto Piaget que encontrei uma resposta, hoje sou Educadora de Infância e Professora do 1º Ciclo. Tenho em mim uma energia e sede de querer ser mais, e aprender mais. E sei que o Instituto Piaget me irá sempre abrir as portas.

Dra. Luzia Travado - Entrevista

A Dra. Luzia Travado é psicóloga clínica e da saúde, reconhecida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses desde a sua criação, e conta com 40 anos de experiência profissional. Iniciou a sua carreira no Hospital de São José, onde trabalhou com pacientes em situações traumáticas, e tem desenvolvido um percurso notável em áreas como a psicologia da saúde e o apoio em crises comunitárias. Além disso, foi pioneira no desenvolvimento de metodologias de comunicação sensível em contextos clínicos.

Desde cedo, tive uma forte curiosidade pelas histórias das pessoas e pelas suas vidas. Embora inicialmente considerasse seguir uma carreira em biologia, percebi que aquilo que realmente me apaixonava era compreender as pessoas e ajudá-las a lidar com os desafios que a vida lhes traz. Comecei a minha carreira em 1984 no Hospital de São José, como psicóloga clínica e da saúde, onde atendi pessoas traumatizadas por acidentes e por eventos traumáticos, como doenças agudas, crónicas e politraumatismos. Esta experiência foi complementada pelo meu percurso de formação. Tive o privilégio de participar num programa de intercâmbio cultural nos Estados Unidos em 1978-79, numa época em que não tínhamos a facilidade de comunicação que temos hoje. Essa vivência expandiu os meus horizontes, não só culturalmente, mas também na forma como percebia a psicologia. Tive contacto com psicólogos que lecionavam a disciplina, o que era muito diferente do contexto em Portugal, onde as aulas eram ministradas por professores de filosofia. Além disso, fiz trabalho voluntário num hospital americano, onde visitei pacientes que estavam há muito tempo internados, muitas vezes sem contacto com familiares. Essa experiência marcou-me profundamente e influenciou a minha decisão de enveredar pela psicologia.

Trabalhar no Hospital de São José foi marcante, especialmente porque, na altura, era raro haver psicólogos em hospitais centrais. O meu primeiro grande desafio foi em 1984, após uma explosão de gás numa escola no Cartaxo, que deixou 13 jovens gravemente queimados. Fui chamada para dar apoio psicológico à comunidade e aos jovens internados, que enfrentavam situações de grande vulnerabilidade. No hospital, percebi rapidamente a necessidade de apoio emocional não só aos pacientes, mas também às famílias e às equipas médicas. Por exemplo, muitos pacientes enfrentavam tratamentos prolongados e diagnósticos complexos, e os médicos nem sempre estavam preparados para comunicar estas notícias de forma sensível. Essa experiência levou-me a desenvolver estratégias para apoiar os profissionais de saúde na comunicação com os doentes, ajudando-os a transmitir informações difíceis de forma mais humanizada.

Após trabalhar com os jovens queimados, comecei a colaborar com pacientes oncológicos, particularmente na área de cirurgia maxilofacial. Naquela época, as opções de tratamento eram limitadas e os diagnósticos muitas vezes não eram partilhados diretamente com os acientes. Isso gerava ansiedade e incerteza, tanto para os doentes quanto para as equipas
médicas. O meu papel envolvia não só apoiar os doentes a lidar emocionalmente com o diagnóstico e os tratamentos, mas também ajudar os médicos a comunicar com mais sensibilidade. Atualmente, existem protocolos para a transmissão de más notícias, mas naquela época era um desafio relativamente novo. Este trabalho reforçou a importância de abordar o ser humano na sua tridimensionalidade, não apenas enquanto paciente, mas como alguém com uma história, conquistas e identidade própria.

É verdade que a psicologia clínica e da saúde pode ser emocionalmente exigente, especialmente quando lidamos com situações de trauma ou doenças graves. Nos últimos anos, tem-se dado mais atenção à prevenção do burnout, que resulta do desgaste físico e emocional associado a uma carga de trabalho intensa ou a experiências dramáticas. Os profissionais de saúde, em particular, estão em maior risco de desenvolver burnout, depressão e, em casos extremos, até pensamentos suicidas. Por isso, é crucial não só que cada profissional cuide do seu bem-estar, mas também que as instituições criem condições para prevenir este tipo de esgotamento. A prática de exercício físico é uma das formas mais eficazes de promover o bem-estar, seja através de caminhadas, ioga, dança ou outras atividades recreativas. Além disso, o convívio social e momentos de lazer com a família ou amigos ajudam a equilibrar o impacto emocional do trabalho. Por outro lado, também é importante que as chefias e as instituições de saúde promovam uma “ecologia” de bem-estar, assegurando que as equipas não sejam sobrecarregadas e que tenham o apoio necessário para gerir as exigências do trabalho.

Hoje sabemos que as emoções negativas, como o stress ou o sofrimento psicológico prolongado, podem ter impactos significativos na saúde física. Em estudos realizados, verificámos que o sofrimento emocional em doentes oncológicos, por exemplo, pode influenciar a inflamação e desregular o cortisol, o que afeta o sistema imunológico e pode agravar a doença. A integração do acompanhamento psicológico no tratamento médico tem-se mostrado essencial. Não só melhora a qualidade de vida dos doentes, como também otimiza os resultados clínicos. Por exemplo, mulheres com cancro da mama que receberam apoio psicológico demonstraram taxas de sobrevivência mais elevadas. A psicologia ajuda os doentes a desenvolverem estratégias adaptativas, que lhes permitem lidar com a adversidade e gerir melhor as suas emoções e saúde.

Embora tenha havido algum progresso, sobretudo durante a pandemia da COVID-19, ainda estamos muito aquém do necessário para garantir um verdadeiro acompanhamento psicológico nas instituições públicas. O aumento do número de psicólogos em serviços como a Linha SNS24 foi positivo, mas os centros de saúde continuam com equipas subdimensionadas, e muitos casos de sofrimento psicológico não são tratados na fase inicial, o que dificulta a recuperação. A nossa saúde pública ainda segue uma abordagem demasiado “reativa”, tratando problemas apenas quando já estão muito avançados. Precisamos de investir na prevenção, identificando populações de risco e promovendo intervenções precoces. Além
disso, é crucial ter equipas multidisciplinares bem estruturadas, que incluam psicólogos com formação específica para apoiar médicos e doentes em todas as fases do tratamento.

Uma abordagem holística implica olhar para o indivíduo como um todo, integrando os aspetos biológicos, psicológicos e sociais. No entanto, o nosso sistema de saúde ainda está muito focado na doença, em vez de focar na pessoa que vive com essa condição. Por exemplo, problemas emocionais ou psicológicos muitas vezes manifestam-se como sintomas físicos, como dores de cabeça ou problemas gastrointestinais. Se tratarmos apenas os sintomas físicos, não estamos a resolver a verdadeira causa do problema. É por isso que é fundamental integrar a dimensão psicológica nos cuidados de saúde, desde a prevenção primária até ao tratamento de doenças crónicas. Só assim conseguiremos oferecer uma verdadeira saúde de qualidade e melhorar os resultados clínicos a longo prazo.

A psicologia clínica e da saúde é uma área essencial porque permite compreender e intervir nas dimensões psicológicas que influenciam a saúde física e emocional das pessoas. Muitas vezes, os sintomas físicos que levam os pacientes a procurar ajuda médica têm uma base emocional ou psicológica que não é imediatamente visível. Esta área da psicologia foca-se em entender a pessoa como um todo, analisando as causas subjacentes aos problemas que surgem, e em ajudar os pacientes a desenvolver ferramentas para gerirem melhor as suas emoções e a sua saúde global. O que torna esta área tão especial é a capacidade de oferecer soluções práticas e baseadas na evidência científica. Hoje, sabemos muito mais sobre as intervenções que realmente funcionam, seja no alívio de sintomas de ansiedade, na gestão do stress ou no acompanhamento de doenças crónicas. A psicologia da saúde, ao capacitar os pacientes para serem mais autónomos e proativos, está alinhada com a visão moderna de saúde, que valoriza o self-management e a corresponsabilização do indivíduo pelo seu bem-estar.

Os psicólogos do futuro precisam, antes de mais, de uma formação sólida e baseada na evidência científica. A psicologia já não é apenas uma conversa ou um aconselhamento; é uma ciência prática, rigorosa e com ferramentas bem definidas para tratar e prevenir problemas psicológicos. As competências necessárias incluem saber diagnosticar corretamente, aplicar intervenções eficazes e adaptar as estratégias às necessidades de cada paciente. Para além disso, é crucial que os futuros psicólogos tenham um espírito de curiosidade e resiliência. A formação não termina com o mestrado, a psicologia é uma área em constante evolução, e o profissional precisa de estar disposto a aprender continuamente e a adaptar-se às novas descobertas científicas. Além disso, trabalhar em equipa é indispensável, pois o psicólogo muitas vezes integra equipas multidisciplinares, como em hospitais ou clínicas, onde a colaboração com médicos e outros profissionais de saúde é essencial para proporcionar o melhor cuidado ao paciente.

O Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde do Piaget de Almada proporciona uma formação abrangente e alinhada com as exigências da sociedade atual. O programa é baseado em evidência científica e permite aos estudantes desenvolver competências para intervir em áreas
relevantes, como o acompanhamento de doenças crónicas, a gestão do stress e o apoio em contextos de crise. Combinando conhecimento teórico e prático, o mestrado prepara os alunos para enfrentar os desafios do mercado de trabalho, ajudando-os a aplicar os conhecimentos adquiridos em contextos profissionais diversificados. A formação é orientada para desenvolver psicólogos confiantes e preparados para contribuir de forma significativa na promoção do bem-estar psicológico.

Ser psicólogo clínico e da saúde é uma missão, uma escolha que exige dedicação, resiliência e compromisso com o bem-estar dos outros. A mensagem que gostaria de deixar é que esta é uma área extremamente gratificante, onde cada dia é uma oportunidade de aprender e de fazer a diferença na vida das pessoas. O mestrado no Piaget de Almada é uma excelente escolha para quem quer fazer parte deste percurso. Proporciona uma formação completa e atualizada, com professores experientes e um ambiente académico que incentiva a excelência. Aos futuros estudantes, digo: invistam no vosso futuro, sejam exigentes com vocês mesmos e abracem esta profissão com entusiasmo e rigor. É uma área desafiadora, mas profundamente recompensadora. O impacto que podem ter na vida dos outros é imenso, e o mundo precisa de psicólogos comprometidos, bem formados e preparados para enfrentar os desafios da sociedade atual.

Segunda-feira, 20 de janeiro de 25

Edições Piaget - Psicologia

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